Decidiu se separar, ou está pensando nisso há tempo? Antes de assinar qualquer coisa, você precisa saber exatamente o que está em jogo: seus filhos, seu patrimônio, suas obrigações.
Você não precisa estar em colapso para procurar orientação. Mas há situações em que cada dia sem divórcio formalizado representa um risco real: financeiro, jurídico ou pessoal.
Quer seguir em frente, mas o papel ainda não permite
Enquanto o divórcio não for formalizado, você não pode casar de novo. Mesmo separado de fato há anos, juridicamente ainda é casado. Isso afeta testamentos, herança e planejamento patrimonial.
Ela tem dívidas e você ainda está no papel casado
Dependendo do regime de bens, dívidas contraídas pelo cônjuge durante o casamento podem atingir você. Enquanto o divórcio não é homologado, o vínculo jurídico permanece. Você pode estar exposto sem saber.
Houve traição e isso tem peso legal
A traição não é só emocional. O cônjuge que cometeu adultério pode perder o direito a alimentos. Há casos em que cabe indenização por danos morais. Conhecer seus direitos antes de assinar qualquer acordo muda o resultado.
Separado de fato há anos, mas nada formalizado
Separação de fato não é divórcio. Bens continuam em condomínio, herança pode ser disputada, dívidas ainda se cruzam. Quanto mais tempo passa sem formalizar, mais complexo fica.
Quer garantir a guarda e convivência com os filhos
No consensual, você e ela definem juntos como será a guarda. Formalizar isso em acordo homologado te protege, evitando que uma decisão unilateral te afaste dos filhos no futuro.
Tem imóvel, carro ou empresa e quer proteger o que é seu
Quanto mais tempo passa sem formalizar a partilha, mais riscos surgem. Um acordo bem feito agora evita disputas futuras e garante que o que você construiu fique com você.
Você pesquisa sozinho, às escondidas, com medo de não entender ou de parecer desinformado. Aqui estão as respostas diretas.
"Vou perder a guarda dos meus filhos?"
Não necessariamente. A guarda compartilhada é hoje a regra no Brasil, não a exceção. No consensual, você e ela decidem juntos. Um acordo bem estruturado garante sua presença ativa na vida dos filhos, com direitos e deveres claros para os dois lados.
"Vou perder o apartamento que paguei?"
Depende do regime de bens e de como foi adquirido. Nem sempre é 50/50. Bens anteriores ao casamento, heranças e doações têm tratamento diferente. Você precisa saber o que está em jogo antes de qualquer conversa com ela.
"Vou ter que pagar pensão para ela também?"
A pensão entre ex-cônjuges não é automática. Ela depende de comprovação de necessidade. No consensual, esse ponto é negociado e um bom acordo te protege de obrigações indefinidas ou desproporcionais.
"Ela já tem advogado. Estou em desvantagem?"
Sim, se você não tiver o seu. No consensual, um único advogado pode representar os dois, desde que não haja conflito de interesses. Mas ter alguém que leia o acordo antes de você assinar é o mínimo de proteção que você pode ter.
"Tenho uma empresa. Ela entra na partilha?"
Depende do regime de bens e de quando a empresa foi constituída. É um dos pontos mais críticos para quem é empreendedor e um dos que mais justificam ter orientação jurídica antes de qualquer conversa.
"Quanto tempo isso vai durar?"
Sem filhos menores: 7 a 20 dias no cartório após documentação organizada. Com filhos menores: 30 a 90 dias na Justiça se ambos concordam com tudo. O que atrasa não é a burocracia, é a falta de acordo.
A maior angústia de todo pai que se divorcia é não saber se vai continuar presente na vida dos filhos. No consensual, você tem o poder de definir isso junto com ela, da forma que fizer mais sentido para a sua família.
Um acordo bem feito vai além de "guarda compartilhada". Detalha cada aspecto da convivência para evitar conflitos futuros.
Residência e revezamento
Com quem os filhos dormem na semana, fins de semana, feriados e férias, sem espaço para interpretação.
Decisões importantes
Escola, saúde, viagens: como e quem decide, e o que acontece quando há divergência.
Pensão alimentícia
Valor, reajuste, o que está incluído (escola, plano, atividades). Sem ambiguidade.
Proteção contra mudanças
Cláusulas que impeçam que uma mudança de cidade te afaste dos filhos sem aviso ou acordo.
Quatro etapas claras. Você sabe o que acontece em cada uma, sem surpresas, sem burocracia desnecessária.
Conversa inicial: entendemos o seu caso
Pelo WhatsApp ou videochamada. Você conta a situação, bens, filhos, o que já está ou não acordado, e avaliamos o melhor caminho: cartório ou judicial, um ou dois advogados. Sem compromisso. Só clareza.
Análise do seu patrimônio e direitos
Antes de qualquer negociação com a outra parte, você entende o que é seu, o que entra na partilha e o que não entra. Essa etapa protege você de acordos apressados e de assinar algo que te prejudique.
Elaboração e revisão do acordo
Redigimos o acordo com todas as cláusulas necessárias. Revisamos linha a linha com você. Nada é enviado para o outro lado sem você entender e concordar com cada ponto.
Assinatura, protocolo e homologação
Cartório ou Justiça, conforme o caso. Acompanhamos todo o trâmite. Você recebe a certidão de divórcio e segue em frente, com tudo resolvido do jeito certo.
Nestes casos o divórcio litigioso é o caminho, e também orientamos sobre como proceder na primeira conversa.

Dra. Bruna Bolson
Sócia-fundadora · Direito de FamíliaCom mais de 10 anos de atuação, Bruna acompanha processos de divórcio com foco em acordos que protegem de verdade, não só no papel. Sua abordagem é direta: você entende cada etapa, cada risco, e toma decisões informadas antes de assinar qualquer coisa.
OAB/SP 441.052

Dra. Larissa Martho
Sócia-fundadora · Direito PatrimonialCom mais de 10 anos de experiência, Larissa atua na proteção patrimonial de clientes em processos de divórcio, especialmente quando há bens, empresa ou imóvel envolvidos. Orienta antes da negociação, para que nenhum acordo seja firmado sem que você saiba exatamente o que está em jogo.
OAB/RS 139.511
A conversa inicial conosco é totalmente confidencial. Para o consensual prosseguir, ela precisa participar. Mas podemos te orientar antes de você abrir o jogo: o que falar, o que não falar, e como proteger sua posição desde o início.
Sim, em alguns casos. O cônjuge que cometeu adultério pode perder o direito a alimentos conforme o artigo 1.704 do Código Civil. Há também situações em que cabe indenização por danos morais. Esses direitos precisam ser avaliados antes de qualquer acordo, porque você não pode renegociar depois de assinar.
Dependendo do regime de bens, dívidas contraídas durante o casamento podem atingir os dois. A formalização do divórcio com data certa é o que define até quando você está exposto. Mapear esse risco é uma das primeiras coisas que fazemos.
No extrajudicial, ambos precisam assinar a escritura no cartório. Mas toda a negociação e comunicação entre as partes acontece pelo advogado. Você não precisa se sentar com ela para discutir antes de tudo estar resolvido.
Sim. Todo o processo de orientação, análise e elaboração do acordo é feito online. Para o cartório ou audiência, organizamos para que seja uma única presença no momento certo.
A primeira conversa é sem compromisso e confidencial. Em poucos minutos você já tem clareza sobre seus direitos, seus riscos e o melhor caminho para o seu caso.
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